sábado, setembro 26, 2026
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Dirigente do Fed aponta inflação persistente e não descarta novos aumentos nas taxas de juros nos EUA

A presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Anna Paulson, declarou nesta quinta-feira que novos aumentos nas taxas de juros podem ser necessários para que a inflação retorne à meta de 2%, estipulada pelo banco central dos Estados Unidos. Durante um discurso programado para um evento no Fed regional, Paulson enfatizou que a inflação “permanece persistentemente elevada”. Ela afirmou que restaurar a inflação ao nível desejado é uma prioridade e que apoiará as políticas monetárias que levem a esse objetivo, enquanto considerará os possíveis impactos no mercado de trabalho.

Paulson, que é membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), mencionou a possibilidade de que, caso as condições evoluam conforme suas expectativas, um ajuste monetário adicional e moderado poderá ser necessário para auxiliar na redução da inflação.

Essas considerações vieram após a decisão do banco central dos EUA de elevar, na semana anterior, a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, fixando-a entre 3,75% e 4,00%, numa tentativa de controlar a inflação. A presidente expressou seu apoio a esta medida, observando que o “equilíbrio dos riscos mudou” antes da reunião e que “a inflação subjacente não demonstrou progresso significativo”.

As projeções feitas pelos integrantes do Fed durante essa reunião indicam a possibilidade de um novo aumento nas taxas antes do fim do ano, enquanto os mercados futuros antecipam aumentos mais expressivos. O banco central enfrenta o desafio de reduzir a inflação em meio a influências variadas, que incluem as tarifas de importação implementadas pela administração do presidente Donald Trump e o aumento nos preços da energia, exacerbados pelo conflito envolvendo os EUA e Israel no Oriente Médio.

Paulson destacou ainda que os elevados investimentos no setor tecnológico estão contribuindo para o aumento da inflação, ressaltando que a inflação subjacente se situa entre 2,5% e 3%. Ela comentou que, em relação à inflação subjacente, “a melhor análise que posso oferecer é que não observamos um agravamento”.

Sobre o desempenho econômico, Paulson o caracterizou como robusto, mencionando uma economia resistente que demonstra sinais de maior dinamismo. Apesar das dificuldades impostas por tarifas e os conflitos no Oriente Médio, ela apontou que o consumo tem crescido de forma satisfatória, impulsionado pela expansão da inteligência artificial, e que o mercado de trabalho se mantém estável.

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