A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) se manifestou, nesta terça-feira (13), a respeito da proposta que busca eliminar a escala de trabalho 6×1 em tramitação no Senado. A entidade relembrou a importância de discutir a legislação trabalhista com atenção às especificidades de cada setor, enfatizando que as conversas devem envolver negociações diretas entre os sindicatos das empresas e dos trabalhadores, a fim de evitar rigidizações nas relações de trabalho, especialmente em um momento político sensível como é o período pré-eleitoral.
A emenda à Constituição (PEC) 221/2019 propõe uma redução da carga ininterrupta semanal de trabalho, passando de 44 para 40 horas. A proposta também asseguraria dois dias de descanso remunerado, sem prejuízo no salário do trabalhador. Nesta terça-feira, o Senado completou a quarta sessão de discussão do texto, com a quinta e última sessão agendada para a quarta-feira (14), onde os senadores devem se pronunciar sobre a inclusão do projeto na pauta para votação em primeiro turno.
Baraona, presidente da Findes, ressaltou que tanto a Federação quanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão atentas ao progresso do debate. Ele mencionou a necessidade de considerar os desafios que o país enfrenta para aprimorar a produtividade e a competitividade, além de defender a avaliação dos impactos que essa mudança acarretaria tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.
Para Baraona, a discussão não deve se restringir à contenção da jornada de trabalho, mas também incluir quais seriam as condições e as implicações práticas dessa modificação. “Mais do que debater a redução da jornada, é essencial abordar o porquê e o modo como essa mudança seria implementada, quais os efeitos para os trabalhadores e empresas e quais passos precisam ser dados antes de uma alteração na legislação. Buscar soluções que promovam equilíbrio entre qualidade de vida, produtividade, aumento do emprego e competitividade da indústria brasileira é fundamental”, concluiu.



