quinta-feira, outubro 1, 2026
IníciosaudeFoto com flash pode detectar câncer ocular em crianças.

Foto com flash pode detectar câncer ocular em crianças.

Um simples detalhe em fotografias com flash pode servir como um alerta precoce para o retinoblastoma, o tumor ocular mais comum na infância. Este fenômeno, conhecido como leucocoria ou sinal do “olho branco”, aparece como um reflexo esbranquiçado na pupila, substituindo o típico brilho avermelhado que se observa nas imagens. O retinoblastoma, que afeta primariamente a retina, ocorre principalmente em bebês e crianças com até 5 anos de idade. A detecção antecipada da doença proporciona taxas de cura que ultrapassam os 90%, além de melhores perspectivas para a preservação da visão e do globo ocular.

O primeiro passo para a triagem ocorre ainda na maternidade, por meio do Teste do Reflexo Vermelho, também conhecido como Teste do Olhinho. Este exame é realizado pelo pediatra, que utiliza um oftalmoscópio para direcionar um feixe de luz aos olhos do recém-nascido. Em um resultado normal, a luz deve refletir no fundo do olho, gerando um reflexo avermelhado, homogêneo e simétrico. Um reflexo branco, amarelado ou assimétrico, por outro lado, deve levar ao encaminhamento imediato para um oftalmopediatra ou retinólogo. É importante destacar que o teste é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e obrigatório em todo o Brasil. Contudo, a vigilância não deve se restringir à maternidade; o exame deve ser repetido nas consultas de rotina do primeiro ano de vida.

Além da leucocoria, outros sinais que pais e cuidadores devem observar incluem estrabismo, que é o desvio de um ou ambos os olhos e está presente em cerca de 20% dos casos, vermelhidão ou inchaço ocular sem causas infecciosas evidentes, e dificuldades visuais, como a incapacidade de seguir objetos com o olhar.

O diagnóstico do retinoblastoma é confirmado através de exames como mapeamento de retina, ultrassonografia ocular e ressonância magnética. Com os avanços na medicina ocular, as abordagens de tratamento tornaram-se mais direcionadas. Uma das opções é a quimioterapia intra-arterial, que administra medicamentos quimioterápicos diretamente na artéria oftálmica, diminuindo os efeitos colaterais em todo o corpo. Outra alternativa é a terapia local, que utiliza laser ou crioterapia para eliminar tumores pequenos. Ao diagnosticar a doença em estágios iniciais, é possível evitar a enucleação, que é a remoção cirúrgica do olho, garantindo assim a preservação da visão do paciente.

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