O juiz Gustavo de Castro Campos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), foi encontrado sem vida em um veículo em chamas na zona rural de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, na quarta-feira, dia 7. Antes de sua atuação na magistratura, ele foi integrante da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), onde ingressou em 2014.
O corpo foi localizado carbonizado dentro do carro, que estava em uma área de propriedade rural. A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso, que é classificado como morte suspeita. Trabalhares rurais descobriram o veículo enquanto operavam uma retroescavadeira e utilizaram terra para controlar as chamas. Uma carteira de habilitação em nome de Campos foi encontrada no interior do automóvel.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência. Gustavo atuava na Comarca de Mococa e já estava no TJSP há 12 anos, tendo passado também pelas comarcas de Tambaú e Leme.
A PCES comunicou que Campos ingressou na corporação no dia 19 de maio de 2014, mas se desligou em 2 de setembro do mesmo ano, tendo permanecido apenas o tempo necessário para concluir o Curso de Formação na Academia de Polícia Civil do Espírito Santo. Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, o juiz possuía duas especializações.
Em relação ao seu histórico, Gustavo de Castro já havia enfrentado um processo por suposta ofensa à honra de um advogado. O Órgão Especial do TJSP determinou que a acusação não se sustentava, levando ao arquivamento do caso. O incidente se deu durante uma sessão de julgamento, onde o juiz questionou a técnica do advogado, que respondeu sugerindo que o magistrado deveria atuar corretamente ou se aposentar. O TJSP concluiu que o advogado adotou uma postura provocativa, e que o juiz teve uma reação exacerbada diante de uma situação extrema. É importante destacar que o advogado já havia sido condenado em primeira instância por desacato a outro juiz.


