Um soldado da Polícia Militar foi acusado de agredir uma colega de farda em um incidente ocorrido em 21 de fevereiro, no estacionamento de um supermercado em Jardim Camburi. Durante a abordagem, a policial foi retirada do carro à força, arrastada no chão e atingida na cabeça. Além disso, o militar supostamente ameaçou e agrediu outros policiais, desferindo um soco no rosto de um sargento.
O juiz responsável pelo caso decidiu que a libertação do soldado Marcelo Ramos Araújo poderia representar um risco para a vítima, que também faz parte da corporação. Na sua decisão, o magistrado destacou que a conduta do soldado prejudicou a disciplina e a hierarquia da Polícia Militar.
De acordo com informações da Justiça Militar, Marcelo dificultou a ação das guarnições, resistiu à prisão e ameaçou policiais mais experientes. Para o juiz, essas ações comprometiam a autoridade dos envolvidos, afetando a imagem da corporação.
Além disso, o soldado é réu na Justiça comum desde março, enfrentando acusações de violência psicológica, ameaça e lesão corporal qualificada, conforme o Ministério Público. A denúncia também inclui a acusação de vias de fato contra um primo que tentou mediar a situação. Atualmente, Marcelo se encontra preso preventivamente.
A defesa do cabo declarou que está fundamentada nas provas do processo e expressou confiança de que o Tribunal do Júri irá assegurar a justiça e reconhecer sua inocência.
Em depoimento, a vítima relatou episódios frequentes de violência, que vão desde agressões físicas a ameaças de morte, além do controle sobre sua vida financeira. Os relatos são corroborados por mensagens trocadas via aplicativo de mensagens.
Durante a intervenção policial, o soldado resistiu aos comandos, empurrou os agentes e os ameaçou. Ao ser contido, reagiu novamente e atingiu um sargento no rosto, quebrando seus óculos, o que exigiu a assistência de outras equipes para sua contenção.



