terça-feira, setembro 29, 2026
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Petrobras e Marinha fortalecem cooperação para salvaguardar os recursos marítimos

A Petrobras e a Marinha do Brasil estabeleceram um protocolo de intenções na quinta-feira (20), com o objetivo de fortalecer a cooperação em áreas estratégicas relacionadas ao mar. Dentre os temas abordados estão a segurança marítima, logística offshore, gestão de emergências, pesquisa e tecnologia, além de apoio nas atividades na Margem Equatorial.

O acordo foi assinado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, durante um evento no Rio de Janeiro. O documento prevê a realização de ações conjuntas nas áreas de energias alternativas, busca e salvamento, capacitação profissional, inovação e desenvolvimento tecnológico, bem como o descomissionamento de unidades offshore. Segundo as duas instituições, essa iniciativa visa aumentar a capacidade do Brasil em explorar, proteger e desenvolver de forma responsável os recursos estratégicos disponíveis no mar.

As instituições relataram que a parceria já vem gerando resultados positivos nas áreas de pesquisa aplicada, segurança marítima e operações offshore. Um exemplo significativo é o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), que mobiliza esforços para aprofundar o entendimento sobre os limites e recursos do território marítimo nacional. Em 2025, essa cooperação resultou na ampliação de cerca de 360 mil quilômetros quadrados nos limites da Plataforma Continental do Brasil, especialmente na Margem Equatorial, sendo essa expansão crucial para a soberania do país, a segurança jurídica e a utilização sustentável dos recursos marinhos.

A Margem Equatorial é reconhecida como uma nova área de exploração de petróleo e gás natural pela Petrobras, estendendo-se do litoral do Amapá até o Rio Grande do Norte. Essa região é considerada estratégica para o reposicionamento das reservas, tendo em vista a diminuição esperada na produção dos campos do pré-sal.

A relevância da Margem Equatorial se deve também à similaridade geológica com locais de vizinhos, como Guiana e Suriname, onde ocorreram significativas descobertas comerciais de petróleo. Para a Petrobras, a exploração dessa área representa uma estratégia essencial para evitar a redução da produção brasileira de energia nas próximas décadas.

Recentemente, a estatal anunciou uma descoberta de petróleo na região da foz do Rio Amazonas, próxima ao Amapá, e planeja aprofundar as pesquisas para determinar a quantidade e qualidade do petróleo disponível. Com o novo protocolo, Petrobras e Marinha buscam expandir uma agenda que abrange a exploração do petróleo, o conhecimento científico, a proteção marítima e o desenvolvimento tecnológico.

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