O fortalecimento do Cais das Artes e reformas na LICC estão entre as propostas apresentadas pelos candidatos ao governo do Espírito Santo.
Recentemente, uma edição especial destacou de maneira resumida as intenções dos competidores em relação à Cultura, mesmo que alguns não tenham dado a devida prioridade a essa área.
Foco no Cais das Artes
Ricardo Ferraço (MDB) destaca em seu plano de governo os avanços da administração atual na área cultural, com investimentos que aumentaram de R$ 21,8 milhões em 2019 para R$ 120,3 milhões em 2025. Ele menciona o restauro e a inauguração de espaços culturais cruciais, com ênfase no Cais das Artes, que será um elemento “central” na próxima fase. As ações propostas incluem a finalização do Centro Cultural Cais das Artes, oferecendo programação diversificada e capacitação; a criação de unidades regionais do Hub ES+ para fortalecer a conexão entre cultura, emprego, inovação e atração de investimentos; a inauguração de seis unidades do CEU da Cultura nos municípios de Cariacica, Fundão, Linhares, Serra, Baixo Guandu e Vila Velha; e a entrega do Centro Cultural Carmélia, em Vitória, atualmente em restauração. Além disso, o plano menciona compromissos com a política de incentivo à cultura, melhorias em Pontos de Cultura e espaços culturais, desenvolvimento da economia criativa, ações voltadas ao patrimônio vivo e iniciativas de circulação e inclusão cultural.
Reformas na LICC e valorização da cultura afro-brasileira
Helder Salomão apresenta como um dos eixos de seu plano o desenvolvimento de um novo modelo para a LICC, em alinhamento com a reforma tributária. O objetivo é democratizar o acesso aos financiamentos e evitar a centralização de recursos nas regiões mais desenvolvidas. Entre suas propostas estão: fortalecer a estrutura da Secretaria de Estado da Cultura; expandir e fortalecer os Territórios Rurais da Cultura, os Pontos e Pontões de Cultura; e desenvolver um Instituto Cultural do Espírito Santo e um Centro Cultural de Referência para Equidade Racial em um único espaço. Salomão também propõe políticas voltadas para a cultura negra, quilombola e para povos tradicionais, além de iniciativas para o setor turístico, priorizando a preservação ambiental e o fortalecimento do turismo comunitário, com a inclusão de novos roteiros em quilombos.
Iniciativa privada em destaque
Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfatiza que a cultura deve se expandir além da Grande Vitória. Suas propostas estão ligadas ao turismo e à economia criativa, com estratégias que incluem: o turismo como impulsionador da competitividade, apoio a Arranjos Produtivos Locais na área cultural, parcerias com municípios e o setor privado para ampliar o financiamento cultural, e incentivos para restauração e preservação do patrimônio cultural. O Cais das Artes é destacado como um ponto crucial para a promoção da cultura capixaba em âmbito nacional e internacional.
Ações estaduais
Rafael Demuner (UP) critica a concentração de recursos em grandes eventos e editais. Suas propostas para a cultura incluem: fortalecer a Secretaria de Estado da Cultura, promover políticas para geração de renda nas cadeias artísticas, criar provedores de conteúdo de domínio público e infraestrutura aberta, democratizar os meios de comunicação e estabelecer companhias estaduais para produção musical e cinematográfica.
Ausência de propostas
Não foram encontradas propostas específicas relacionadas à Cultura no plano de Breno Barcelos (Missão). O termo “cultura” aparece apenas em dois momentos: ao mencionar a participação das comunidades em atividades educacionais, esportivas e culturais nas escolas, e ao abordar a implementação de uma “cultura de reconhecimento por mérito” entre os profissionais da saúde.



