sábado, outubro 3, 2026
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Taxa de Pedágio na BR-381 Aumenta e Trecho Crítico Permanece Sem Intervenções

Desde o começo deste mês, motoristas que utilizam a rodovia BR-381 em Minas Gerais enfrentam aumento nas tarifas de pedágio, enquanto as obras prometidas para melhorar a segurança da via avançam lentamente.

A concessionária Nova 381 S.A. implementou um reajuste nas tarifas de cinco praças sob sua responsabilidade: Caeté, João Monlevade, Jaguaraçu, Belo Oriente e Governador Valadares. O reajuste é baseado no IPCA acumulado de 4,37% entre julho de 2025 e junho de 2026, resultando numa variação média de aproximadamente 4,1% após ajustes contratuais.

Esse aumento ocorre sem que haja melhorias visíveis em trechos críticos da BR-381. No último ano, a rodovia anotou 999 acidentes, conforme dados da ANTT. Desses, 21 foram considerados graves, resultando em 26 mortes, com colisões frontais sendo a causa mais comum e fatal.

Um estudo sobre a frequência de acidentes, utilizando informações da ANTT entre julho de 2025 e janeiro de 2026, revelou uma elevada concentração de sinistros em pontos específicos dos 303,4 km sob concessão, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, passando por 21 municípios. Enquanto isso, muitas obras estruturais ainda estão em andamento ou apenas em fase de projeto.

Os trechos mais problemáticos incluem: km 249 (Vale do Aço) com 36 acidentes, km 383 (São Gonçalo do Rio Abaixo) com 27 acidentes, e tanto km 422 (Caeté) quanto km 250 (Vale do Aço) com 20 acidentes cada. O km 379 (São Gonçalo do Rio Abaixo) registrou 18 acidentes.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a situação é mais complexa. Apesar da BR-381 ser administrada pela concessionária, o governo federal ainda supervisa trabalhos de duplicação e melhorias nos lotes 8A e 8B, que somam 31,4 quilômetros entre os km 422,4 e 453,8, e possuem os piores índices de segurança da rodovia.

Particularmente, entre os quilômetros 430 e 440, ocorreram 58 acidentes e 10 mortes em 2025. Neste mesmo segmento, no km 438, um acidente fatal envolveu um carro de reportagem e um caminhão em 15 de abril de 2026. Tragicamente, esse dia coincidia com a chegada das máquinas ao lote 8A, que foi autorizado para duplicação somente 16 dias antes. Esse lote, que abrange 18 quilômetros, recebe cerca de 35 mil veículos diariamente e custará mais de R$ 405 milhões do Novo PAC, com conclusão esperada para 2028.

O lote 8B, que se estende de Sabará a Belo Horizonte (km 440,4 ao 453,8) e é o mais intenso do corredor, com aproximadamente 100 mil veículos por dia, ainda não avançou para a fase de obras. Um contrato de R$ 509,9 milhões foi assinado em maio de 2025, mas até o momento, apenas a etapa de projeto foi concluída, com a execução física dependendo de uma nova ordem de serviço sem previsão de data.

Em resposta aos desafios de segurança e construção na rodovia, a Nova 381 S.A. antecipou para este ano a duplicação de 6 quilômetros em Antônio Dias, que estava programada para 2027. Os trabalhos tiveram início em abril, focados na estabilização de 12 encostas; até agora, 13 taludes foram recuperados e a previsão é de conclusão em fevereiro de 2028.

As intervenções na área concentram-se principalmente na estabilização das encostas, drenagem e preparação do terreno para ampliar a pista. Além disso, a ANTT autorizou, em agosto, as obras de estabilização nos terraplenos nos km 305+300 e 305+350, com conclusão contratual prevista para fevereiro de 2028.

A concessionária Nova 381 S.A. mantém um cronograma de manutenção, que inclui recuperação de pavimento entre Antônio Dias e Caeté, recuperação do asfalto em Nova Era, e diversas intervenções para melhoria da drenagem e sinalização. Contudo, os dados indicam que, das 303,4 km da rodovia, 223,83 km ainda funcionam como pista simples.

O contrato de concessão estabelecido prevê a duplicação de 134,27 quilômetros, abrangendo tanto obras em andamento quanto novos trechos, sem prazos definidos para os segmentos mais perigosos.

Até a publicação deste conteúdo, o Ministério dos Transportes e o Dnit não haviam retornado aos questionamentos sobre os prazos de finalização dos lotes 8A e 8B.

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