Diversas mensagens e vídeos que circulam nas redes sociais afirmam que a pausa na divulgação dos resultados nacionais para presidente durante o primeiro turno das Eleições 2026 teria gerado uma fraude na votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) refutou essa afirmação, esclarecendo que a interrupção afetou apenas a apresentação dos dados na internet, sem prejudicar a apuração ou a contagem dos votos.
Conforme informado pelo TSE, uma falha no processamento de dados resultou, na noite de 4 de outubro, na paralisação de um módulo que responsável por gerar os arquivos de resultados para os cargos de presidente e vice-presidente. O problema foi identificado por volta das 19h14, quando 64,81% dos dados desses cargos já estavam disponíveis ao público. O sistema foi restabelecido às 20h04 e não ocorreram novas interrupções.
A falha impactou apenas a visualização nacional, que estava disponível no site e no aplicativo do TSE. No entanto, a exibição dos resultados por estado continuou ininterrupta, mostrando os dados parciais para presidente e vice-presidente em todas as unidades da federação. Os boletins de urna seguiram sendo enviados, processados e publicados na internet, e os sistemas de monitoramento permaneceram funcionando, segundo o tribunal.
A interrupção referiu-se à geração dos arquivos utilizados para exibir as informações ao público, um processo que ocorre após a apuração e a totalização dos votos. A apuração é realizada pelas urnas eletrônicas em cada seção eleitoral imediatamente após o encerramento da votação, que ocorre às 17h. A totalização é a soma dos resultados obtidos em todas as urnas, enquanto a divulgação na internet é uma etapa subsequente que visa apresentar os dados aos eleitores.
O TSE explica que os dados de cada seção são registrados em um boletim de urna (BU), documento impresso em cinco cópias ao final da votação. Uma cópia é fixada na entrada da seção, e os fiscais dos partidos têm direito a outra. O boletim contém os votos contabilizados, o número de eleitores aptos e as ausências.
Além disso, cada BU possui um código QR que possibilita a verificação do resultado impresso na seção com os dados disponibilizados pelo tribunal. As informações podem ser consultadas por meio de aplicativos específicos. Os documentos também estão acessíveis em um aplicativo de resultados e na página do TSE dedicada ao assunto, permitindo que cidadãos e entidades de fiscalização conferem os dados das seções e recalcularem os resultados.
Quanto à investigação sobre o incidente, o cálculo das totalizações prosseguiu normalmente, exceto por um breve momento de suspensão, previsto nos protocolos de segurança para verificação dos sistemas. A Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE está conduzindo uma investigação técnica sobre o episódio e anunciou que está desenvolvendo novas rotinas para evitar ocorrências similares no segundo turno das eleições.
Texto sob supervisão da editora.


