A vice-prefeita de Ribeira, localizada no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, faleceu em um acidente automobilístico na manhã deste sábado (26). Com 43 anos, ela deixa dois filhos.
De acordo com informações divulgadas pela Câmara Municipal de Itaoca, o acidente ocorreu na estrada que conecta o bairro Saltinho, em Ribeira, ao bairro Caraças, em Itaoca. Até o momento, detalhes sobre as circunstâncias do acidente e a presença de outras vítimas não foram esclarecidos.
A Prefeitura de Ribeira confirmou a morte de Juliana e, em decorrência disso, decretou luto oficial de três dias no município.
Em uma declaração, a administração municipal lamentou a perda da vice-prefeita, destacando como Trágica e precoce a despedida de Juliana Maria Teixeira. Durante sua trajetória política, ela foi reconhecida pelos projetos e ações que implementou, além de ter atuado como secretária municipal de Saúde.
Juliana nasceu em 3 de fevereiro de 1983, na cidade paranaense de Jaguariaíva, e era assistente social por formação. Ela foi eleita vice-prefeita de Ribeira pelo MDB.
Antes de sua morte, Juliana enfrentava processos judiciais relacionados a suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas públicas da Saúde. O Ministério Público de São Paulo denunciou que ela estaria envolvida em um esquema que desviou R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde, quantia que teria sido destinada ao pagamento de um ritual conhecido como “casamento espiritual” ou “amarração amorosa”.
A acusação alega que o serviço tinha como objetivo aproximar a vice-prefeita do, então, coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, e afastá-lo de sua esposa. Além dela, outros envolvidos, incluindo um servidor e um empresário, também foram denunciados. A investigação ainda levantou suspeitas de fraudes em licitações e contratos nesse setor.
Juliana esteve afastada de suas funções desde agosto de 2025, e em junho de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo não acatou um pedido da defesa para revogar as medidas cautelares contra ela. Na época em que as acusações foram divulgadas, a vice-prefeita negou as alegações, afirmando ser alvo de difamações e de uma campanha para manchar sua imagem pessoal e política.



