O empresário Aridelmo Teixeira anunciou sua saída do PSD em um vídeo nas redes sociais, onde também rasgou sua ficha de filiação partidária. A decisão de se desfiliar, após mais de um ano no partido, veio após a legenda declarar neutralidade na corrida pelo governo do Estado.
“Eu cheguei ao meu limite. Rasguei a ficha partidária”, afirmou Aridelmo em uma gravação postada em seu Instagram esta semana.
O empresário justificou sua decisão como uma busca por “independência”, afirmando: “Para ter total liberdade de expressão, prefiro não ter nenhum vínculo partidário. Essa é a escolha mais honesta que poderia tomar e quero deixar claro que saio sem conflitos ou desavenças com ninguém do partido com quem trabalhei”.
Em entrevista à coluna De Olho no Poder, Aridelmo explicou os motivos que o levaram a se desfiliar:
“Tínhamos várias alternativas qualificadas a serem propostas à sociedade. Essa foi a razão que me fez aderir a este grupo, buscando a estrutura necessária para o Estado. Com a decisão do partido pela neutralidade, eu não vi isso como uma opção”, disse Aridelmo.
Aridelmo Teixeira
Na convenção do PSD realizada no dia 5 deste mês, a legenda decidiu não coligar com qualquer candidato ao governo e apoiar a candidatura ao Senado do deputado Sergio Meneguelli (PSD).
O partido optou pela neutralidade na disputa pelo Palácio Anchieta, mesmo após discussões sobre apoiar o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Aridelmo, que foi secretário da Fazenda de Vitória na primeira gestão de Pazolini, continua a apoiar o ex-prefeito na corrida pelo governo. Durante a pré-campanha, ele colaborou na elaboração do plano de governo e na organização de encontros políticos, além de tentar convencer o PSD a formalizar apoio a Pazolini.
“Diante da decisão do partido de não lançar candidatos ou formar alianças, optei por me afastar e focar nas causas que realmente acredito”, disse o empresário.
Atualmente, Aridelmo se dedica a se posicionar como um dos principais portavoces da oposição ao governador Ricardo Ferraço (MDB) e ao ex-governador Renato Casagrande (PSB), utilizando suas redes sociais para criticar abertamente o governo vigente.
“Desejo ter a liberdade de apoiar como achar melhor. Não concordo com a decisão do PSD. Como não há um caminho claro, prefiro caminhar por conta própria”, declarou Aridelmo.
O empresário havia se filiado ao PSD em julho do ano passado, após uma articulação do ex-governador Paulo Hartung (PSD), vindo antes do Novo, partido pelo qual se candidatou ao governo do Estado em 2022.
Não é o primeiro
Aridelmo não foi o único a deixar o partido, pois minutos após o anúncio da neutralidade, o ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon, também informou sua desfiliação.
Assim como Aridelmo, Zanon também apoia Pazolini e se opõe à liderança de Ricardo Ferraço.
Além da candidatura de Meneguelli ao Senado, o PSD apresentou uma chapa federal com nove integrantes, sendo uma chapa total de 11, e não terá candidatos para a disputa estadual.
Procurado pela coluna, o presidente do PSD, Renzo Vasconcelos, não retornou os contatos.
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