sexta-feira, setembro 4, 2026
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Caixa afirma que contrato da Arena do Corinthians ‘cumpriu rigorosamente a legislação atual’

Nesta quarta-feira, o aniversário de 116 anos do Corinthians foi celebrado com mensagens de parabenização. No entanto, a Caixa Econômica Federal também fez um comunicado em resposta a um procedimento aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Essa investigação está relacionada a cobranças consideradas indevidas referentes à dívida do clube com a construção da Neo Química Arena.

A Caixa afirmou que o contrato de financiamento respeitou todas as leis e diretrizes do Banco Central e do Sistema Financeiro Nacional, sem apresentar nenhuma irregularidade. O banco destacou que tanto o acordo original de 2013 quanto a renegociação de 2022 passaram por uma rigorosa supervisão de governança.

A instituição não entra em detalhes sobre contratos devido ao sigilo bancário, que é garantido pela legislação. O processo de investigação é liderado pelo promotor Cássio Conserino, que utiliza um laudo feito por Anísio Castelo Branco, perito do Instituto de Perícia Investigativa e atual presidente da Ordem dos Peritos Judiciais. O relatório indica uma alegação de uma cobrança indevida que pode atingir R$ 255 milhões.

O perito foi às dependências do clube após um convite do presidente corintiano, Osmar Stábile, e deverá integrar uma comissão interna que já se debruçava sobre essa questão. Castelo Branco, que também atua em uma investigação separada sobre o financiamento de um filme, esclareceu que seu interesse na questão corintiana é pessoal e começou em 2020, sem resposta até agora.

Em relação ao conteúdo da perícia, foi apontado que a Caixa aplicou uma multa de 10% sobre o valor do contrato, resultando em uma sanção de R$ 48.735.713,93. Contudo, a argumentação do perito é de que essa penalidade deveria apenas recair sobre dívidas vencidas, que somavam R$ 37.865.968,46. A discrepância resultou em uma cobrança indevida que, atualizada, pode chegar a mais de R$ 70 milhões.

As avaliações indicam que o saldo devedor, desde o início do financiamento em 2013 até o ajuizamento de uma ação de cobrança em 2019, foi objeto de cálculos independentes, revelando uma cobrança injustificada totalizando R$ 255.753.005,93, valor esse que, ao ser atualizado para 2026, aproximaria de R$ 402 milhões.

Apesar de uma dívida atual com a Caixa de R$ 642 milhões, o Corinthians afirma que já desembolsou cerca de R$ 600 milhões em relação à construção da Arena. A reestruturação da dívida em 2022 estabeleceu que a pendência fosse de R$ 611 milhões, com o prazo de pagamento estipulado em 20 anos. Os pagamentos agora são feitos em parcelas trimestrais, provenientes de recursos obtidos através do contrato de naming rights da Neo Química Arena e da arrecadação de bilheteiras e eventos.

De 2019 a 2022, a suspensão dos pagamentos durante a renegociação aumentou a dívida. Após reestruturações, o foco inicial das parcelas foi destinado aos juros, com o pagamento do principal começando apenas em 2025. Esta mesma gestão, liderada por Osmar Stábile, está em conversação para tentar diminuir os encargos da dívida, enquanto a torcida arrecadou R$ 40,9 milhões para contribuir no abatimento.

A Caixa reiterou que o contrato de financiamento foi estabelecido em conformidade com a legislação e que seguia normas internas rigorosas. Informações específicas sobre operações financeiras continuam protegidas pelo sigilo bancário, limitando a capacidade da instituição de comentar sobre os detalhes do contrato.

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