sexta-feira, setembro 4, 2026
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Mulher é detida em flagrante por guardar material de abuso sexual infantil no Espírito Santo.

Uma mulher foi detida na quarta-feira (02), durante o cumprimento de mandados relacionados à Operação Nacional Proteção Integral V, que visa combater crimes cibernéticos na localidade da Serra.

A operação conjunta foi realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo e pela Polícia Federal, com o intuito de investigar e executar mandados de busca e prisão ligados à exploração sexual infantil, abrangendo tanto o armazenamento quanto a produção desse material.

Foram cumpridos, nas ações, um mandado de busca e um mandado de prisão preventiva na Serra, além de um mandado de busca e apreensão no município de Guarapari. Nesta última cidade, o foco da investigação era um homem de 28 anos, identificado por meio de denúncias feitas na plataforma Discord, onde ele teria confessado em conversas que estuprou uma menina de cinco anos.

Depois de identificar o suspeito, a polícia executou um mandado de busca em sua residência com a intenção de confiscar celulares e dispositivos eletrônicos para análise pericial. De acordo com o delegado Ícaro Olimpio, que integra a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a análise do material apreendido permitirá verificar a veracidade das alegações de abuso e determinar a produção de conteúdo de exploração infantil.

Na Serra, a suspeita detida é uma mulher de 28 anos. Contra ela, havia um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Durante a operação, foi encontrado material ilegal em sua posse, resultando em sua prisão em flagrante.

As investigações chegaram à mulher por meio de denúncias referentes ao armazenamento de conteúdo proibido em serviços de nuvem, que continham elementos relacionados a abusos infantis. No celular dela, também foram localizados arquivos na galeria de fotos.

O delegado declarou que, além do cumprimento dos mandados previamente estabelecidos, a operação resultou na detecção do armazenamento de material de exploração sexual infantil, levando à prisão em flagrante. Ele destacou a rara ocorrência de um caso desse tipo envolvendo uma mulher, pois esses crimes são predominantemente cometidos por homens.

Durante o interrogatório, a mulher admitiu que recebia o material em grupos nas redes sociais, além de baixá-lo e guardá-lo. Contudo, ela negou ter compartilhado o conteúdo. O caso continua em investigação, com o objetivo de fortalecer a ação judicial contra os envolvidos.

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