terça-feira, setembro 29, 2026
IníciobrasilCaso Master: PF investiga mais diretores do BRB e solicita extensão do...

Caso Master: PF investiga mais diretores do BRB e solicita extensão do prazo

A Polícia Federal (PF) declarou ter identificado novos diretores do Banco Regional de Brasília (BRB) implicados em irregularidades relacionadas à aquisição de carteiras fraudulentas do Banco Master. Em decorrência disso, a PF solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma prorrogação de 60 dias para finalizar o inquérito, que pode resultar no primeiro indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro por crimes financeiros.

No comunicado enviado a Mendonça, a PF destacou a necessidade de ouvir os membros da diretoria colegiada do BRB que aprovaram as transações com o Banco Master, justificando, assim, a solicitação por mais tempo para completar a investigação.

No pedido de extensão, a PF não destacou nomes específicos dos diretores envolvidos. Até o momento, apenas Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi detido na Operação Compliance Zero.

Os novos dados foram obtidos a partir de um laudo pericial elaborado pela PF, que fundamentou as investigações. Com essas informações, a corporação alega que novos elementos surgiram, exigindo um tempo adicional para análise. O laudo indicou irregularidades no processo decisório do banco, evidenciando possíveis violações de normativas internas, falhas de governança e a participação explícita de membros da Diretoria Colegiada do BRB em deliberações relacionadas aos fatos investigados.

Um relatório preliminar foi enviado ao inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira, 20. Os laudos periciais também foram direcionados para o gabinete de Mendonça.

De acordo com a PF, as conclusões desses trabalhos periciais revelaram elementos novos e possibilitaram a individualização de ações de agentes que anteriormente não estavam formalmente incluídos entre os investigados, tornando imprescindível a inclusão dos integrantes da Diretoria Colegiada no rol de investigados e a realização de seus depoimentos.

Além disso, um segundo laudo identificou falhas de governança no Banco Master durante a transferência de carteiras falsas da Tirreno para o BRB. O relatório concluiu que havia elementos que indicavam falta de compatibilidade entre a estrutura operacional e financeira da Tirreno e o elevado volume das operações, além de inconsistências documentais significativas e a presença de mecanismos internos que deveriam ter detectado as irregularidades.

Por fim, a PF também aguarda informações do Banco Central sobre os efetivos prejuízos das operações para o BRB. Diante de tudo isso, levando em conta a disponibilidade recente dos laudos, a espera por dados essenciais do Banco Central, a necessidade de novos depoimentos e investigações ainda em andamento, a PF requer a prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 dias.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine

mais vistos

comentarios