Na noite dessa sexta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou, em um comício em Belo Horizonte, que sugeriu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a realização de um encontro entre líderes globais na mansão do republicano em Mar-a-Lago, na Flórida. O objetivo seria debater soluções para conflitos internacionais.
Durante sua fala, Lula mencionou que a reunião da ONU ocorrerá em setembro, e recomendou que Trump convide o presidente da China, Xi Jinping, e o líder da Rússia, Vladimir Putin, para um encontro informal em sua casa em Miami, buscando maneiras para promover a paz.
A manifestação teve como finalidade fortalecer a presença do PT nas eleições em Minas Gerais. Em seu discurso, Lula criticou as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alegando que elas são baseadas em informações falsas e que não refletem a realidade do país.
Além disso, Lula informou que foi agendada uma reunião entre Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, e Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para discutir as tarifas. O presidente enfatizou a importância de uma parceria, mas ressaltou que o Brasil não aceita interferências externas.
O evento ocorreu na Praça da Estação, um conhecido ponto de encontro da esquerda mineira, e teve início por volta das 19h15, após uma contagem regressiva de 13 minutos em telão. Antes da chegada de Lula, artistas se apresentaram com jingles de campanha, alguns em estilo de pagodão e funk, enquanto uma grande bandeira do Brasil foi exibida pela multidão.
Durante o dia, o presidente visitou a cidade de Governador Valadares, localizada a cerca de 315 km de Belo Horizonte, onde acompanhou as obras de duplicação da BR-116 e da ponte São Raimundo, que atravessa o rio Doce.
Lula atribuiu a responsabilidade pela elevada dívida do estado à União ao ex-governador Romeu Zema (Novo), seu adversário na eleição, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele declarou que, embora não fosse do partido do ex-governador, é presidente do Brasil e se comprometeu a apoiar Minas Gerais por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados.
Em uma pesquisa Datafolha divulgada na mesma data, Lula aparece na frente nas intenções de voto, com 39% das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33% no primeiro turno. Em um possível segundo turno, Lula lidera com 47%, contra 43% de seu oponente.



