A inclusão de animais de estimação nas empresas deixou de ser uma simples estratégia de marketing para se transformar em um pilar de bem-estar e aumento de produtividade. No Brasil, onde 47% das famílias têm cães e 93% dos tutores os veem como membros da família, a adaptação dos escritórios para acolher animais se torna cada vez mais relevante, especialmente com o respaldo de estudos científicos e a aceitação dos colaboradores.
Pesquisas realizadas pela Virginia Commonwealth University demonstram que a presença de pets no local de trabalho diminui significativamente os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. Além disso, uma pesquisa da Quaest, em parceria com a PetLove, revela que 94% dos brasileiros possuem ou já tiveram um animal em casa e afirmam que a convivência com esses bichos promove uma melhoria na saúde mental. Outras evidências apontam que 90% dos entrevistados acreditam que mais empresas deveriam adotar políticas pet friendly.
Integração dos pets na cultura organizacional
Em uma entrevista, Bruna Hacan, gerente de comunicação da PetLove, compartilhou que a ideia de permitir a presença de pets no escritório está alinhada com a filosofia da equipe.
“Acreditamos que os pets são parte fundamental do cotidiano de todos. Com 98% dos nossos colaboradores tendo pelo menos um animal, percebem que a presença deles torna o ambiente de trabalho mais leve e produtivo foi algo natural”, explicou Bruna.
A adesão aos pets vai além da estrutura física do ambiente. A empresa ainda oferece um pacote de benefícios voltados para a saúde dos animais de estimação dos funcionários:
“Ao ingressar na empresa, o colaborador recebe uma carta de oferta que inclui benefícios tanto para ele quanto para o seu pet. Isso abrange planos de saúde para animais, descontos em produtos e serviços, além de facilidade para serviços como pet sitter, creches e hospedagem”, destacou a diretora.
Para garantir um ambiente limpo e produtivo, a implementação dessa política requer diretrizes claras. No escritório, a presença de pets é permitida diariamente, com um limite de cinco animais por andar.
Entre as normas necessárias para manter o espaço adequado, estão:
Protocolo de saúde: Apresentação de comprovante de vacinação completa e vermifugação em dia.
Higiene e prática: Disponibilidade de tapetes higiênicos, produtos de limpeza acessíveis para emergências, e potes de água e ração à disposição.
Respeito aos limites: Ambientes definidos e áreas pet-free para colaboradores com alergias ou que necessitam de silêncio absoluto durante chamadas.
Cuidados especiais com felinos e socialização de pets
A responsabilidade sobre o comportamento dos animais recai sobre os tutores. De acordo com Bruna Hacan, colaboradores com pets menos sociáveis podem fazer um alinhamento prévio com a recepção para prevenir estresse.
Quanto aos gatos, os cuidados devem ser redobrados. “Nós acolhemos os felinos e temos ambientes preparados para eles. No entanto, devido à sua natureza territorial e sensibilidade, recomendamos que eles permaneçam em salas fechadas, como reuniões, para garantir seu conforto”, orientou Bruna.
Essa tendência mostra que, com um planejamento adequado e responsabilidade sanitária, a presença de animais de estimação no trabalho pode humanizar as relações de trabalho, incentivar pausas ativas e fortalecer o sentido de pertencimento nas equipes.



